Características de um crente convertido
Bispo Agnaldo Sacramento
1) LIBERALIDADE. O crente convertido (Atos 11:21) não terá problemas com o dízimo. O
fundamento bíblico dessa afirmação é Lucas 19:8-9. Analisando o verso 8, percebe-se que Jesus nada exigiu de Zaqueu sobre o dar ou restituir alguma coisa. Mas, pela resposta surpreendente de Jesus no verso 9, percebe-se, exatamente, o que aconteceu com Zaqueu:“ENTROU SALVAÇÃO”! Ah, sem esta salvação, árdua será a tarefa de adaptar um não-convertido para ser, por exemplo, fiel dizimista. Ler Isaías 32:8.
Ora, pela presença da salvação, aliás, “uma tão grande salvação”, conforme Hebreus 2:3, tem-se a compreensão clara de que algo novo aconteceu na vida da pessoa. Se no princípio ele não foi orientado sobre a bênção de ser dizimista, no momento em que o for, não terá problema com esse assunto, pois realmente entrou salvação em sua casa. Ele tem uma disposição para dar ou até restituir o que defraudou.
Certo crente, na hora de ser batizado, o Pastor pediu-lhe que tirasse o dinheiro do bolso, mas, prontamente, respondeu o batizando: “O meu dinheiro também se converteu e deve ser batizado”. De fato, tudo o que é nosso é voltado, “convertido” para Jesus e Seu reino.
2) DISPOSIÇÃO PARA FALAR DE JESUS. Já afirmou alguém que o assunto da evangelização é tão somente uma questão de quebrantamento do homem interior. Quer dizer: quando algo se rompe por dentro, logo há de se aflorar por fora. Temos, no Novo Testamento, inúmeros casos de disposição firme em testemunhar de Jesus. Em Lucas 8:39, o ex-endemoniado gadareno “foi pregando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito”. Em João 4:28, a mulher samaritana deixou o seu cântaro e foi anunciar. Não se pode entender um convertido imobilizado, sem nenhum impulso para falar de alguém que o tirou do abismo. Ler Atos 4:20 e I Coríntios 9:16.
3) SENSIBILIDADE ESPIRITUAL. Quanto ao convertido, o que foi alcançado pela graça de Deus, na experiência de Romanos 6.1ss, aquele que o pecado não terá domínio sobre si (Romanos 6:14), está mesmo como convertido, sujeito a cair em pecados. Na equilibrada compreensão do assunto, tal situação de queda será um acidente e não algo constante. Não sou partidário da “perda da salvação”, posto que muito acredito na graça e misericórdia de Deus. Contudo, quando se vê um “convertido” afastado de Deus, da Igreja e com um conseqüente comportamento reprovável, haveremos de entender que o mesmo nunca foi salvo. O salvo, no entanto, mesmo caindo em pecados, há de se sentir mal, sempre com aquela inquietude e saudade do Pai e jamais viverá em deliberado cinismo, ‘em deboche espiritual’: ”sou salvo (a) e faço o que quero”! Não. O convertido há de ter sempre uma perspectiva espiritual de retorno a Deus, mesmo que seja gradativamente e isso é uma decorrência da sua experiência de salvação. Situação outra é a colocação de Paulo sobre o crente preso a laços do Diabo: (II Timóteo. 2:26) e não reina em vida!
4)O CONVERTIDO E O PADRÃO DO MUNDO. Alguém perguntou a certo Pastor, por que sempre pregava sobre o novo nascimento? Respondeu-lhe com firmeza: “Porque necessário vos é nascer de novo”. João 3:1-7. Será que numa Igreja, há parte ou ao menos 80% que, de fato, pelos frutos demonstram que já nasceram de novo? Há novidade de vida como requer a Bíblia ?Ler Romanos 6:4-b.
O problema do mundo ou na simples compreensão de “mundanismo” que invade, domina muitas Igrejas tem conexão com a questão do novo nascimento. Com tal afirmação, quer dizer que o novo convertido há de se sentir mal com certos padrões, visto ser uma nova criatura, II Coríntios. 5:17. Ele terá sensibilidade espiritual para mudar de conduta, por motivo da sua consciência cristã: I Coríntios 6:12. Claro que não se podem estabelecer regras, padrões de santidade exterior, etc.. Contudo, o cristão deve ser diferente de um cidadão comum, porque é um cidadão do céu. E a Bíblia orienta: “traje decente” – I Timóteo 2:9 e “viver de modo digno do Senhor (andar, agradar, frutificar) e crescer no conhecimento de Deus” – Colossenses 1:10.
O cristão convertido deve saber como se vestir, como se comportar,, etc...Não pode ser um “cristão chuchu” que se adapta a qualquer sabor... Ele tem que ser um “cristão jiló” que mantém sempre a sua identidade. Ler Daniel 1:8 e I Coríntios 10:23.
E-mail:alsacramento@uol.com.br |